O seu sucessor surgiu na forma de Super Mário Sunshine que foi lançado para a Lancheira em Agosto de 2002. Mas quando a herança é pesada, fica muito difícil cumprir as espectativas dos fãs, e na verdade também um dos factores faz do Super Mário 64 um marco, é a passagem do Mário do ambiente 2D para ambiente 3D, que foi grande passo que marcou a passagem da geração das 16 para as 32/64 bits. Se a isso juntarmos o facto de a Nintendo não se ter ficado pelos 32 bits, mas ter dado um salto ainda maior para as 64 bits, incrementando a capacidade gráfica da sua consola relativamente à concorrência, e juntando o génio de Shigeru Miyamoto, tudo isso ajudou a tornar o Super Mário 64 um jogo amado pelos fãs.
Já o salto que se sucedeu das 32/64 para a geração 128 bits, praticamente se resumiu a um incremento da capacidade gráfica. Surgiram jogos com melhores gráficos, mais texturas, mais polígonos. Mas a concepção dos jogos em si não se alterou muito.
Talvez por isso é que o Super Mário Sunshine não podia ser tão marcante como o seu antecessor. Mas não é por isso que não deixa de ser um dos grandes títulos da Gamecube e porque não das 128 bits.
O jogo começa quando a princesa Peach resolve ir tirar umas férias na ilha Delfino na companhia de Mário. Sabem como é...isto da monarquia dá muito trabalho, e a tipa estava a precisar de descanso. Pelo menos é o que queriam, mas...parece que alguém anda a fazer estrilho, poluindo a ilha e causando o desaparecimento das Shine Sprites, que é a fonte de energia daquela ilha. E o pior é que os habitantes da ilha acusam Mário de ser o responsável por isso tudo. E não os podemos censurar, pois quem tá porb detrás disso tem incriveis semelhanças com Mário. Mário vai assim iniciar uma jornada não só para limpar a ilha como também recuperar as Shines, e descobrir a verdadeira identidade do Mário impostor que está por detrás disto tudo, e assim provar a sua inocência.
Mas Mário não vai estar sozinho nesta jornada, com vai uma espécie de geringonça robot que esguicha água e cujo nome é FLOUD, que vai ajudar a limpar a ilha. Mas a sua utilidade não se resume a limpar. Ele também ajuda a contornar obstáculos, a aceder a sítios de outra forma seriam inacessíveis a Mário, a descobrir itens e a derrubar inimigos.
Assim Mário e FLOUD vão ao longo do jogo percorrer as diferentes zonas da ilha Delfino, cumprindo missões ou provas que se podem traduzir no resgate de Shines ou outros itens como moedas azuis. Estas podem estar também ou em sítios bem escondidos ou aparentemente inacessíveis, ou por detrás de uma pintura na parede, etc.
Também vamos poder em algumas fases contar com o Yoshi que vai ter um papel importante quer para aceder a alguns níveis.
Á medida que vamos colectando os Shines a ilha torna-se mais iluminada e ao mesmo tempo portais que dão acesso a outros níveis vão sendo liberados ao longo da cidade.
È um jogo recheado de alguns quebra cabeças que exigem bastantes tentativas e vidas para ultrapassa-los o que por vezes pode-se tornar algo desesperante. È o Mário que resolve dar um pulinho mais do que devia e lá paramos nós no abismo, ou o Yoshi que ia com balanço a mais e cai na água, o que como poderão confirmar não é muito bom. São pormenores como esse que nos obriga a recomeçar tudo inúmeras vezes...e muitas vezes a paciência esgota-se...bem de resto espero que desfrutem de um grande jogo de plataformas com muita cor, gráficos muito bons. Desfrutem da ilha Delfino e de zonas como o parque de diversões, as praias e a própria cidade, colectem as moedas azuis que estão espalhadas ao longo da ilha, ou quando for caso disso em algumas missões coletem as moedas vermelhas, resgatem as Shines, enfrentem vários bosses ao longo do jogo e descubram quem é afinal o falso Mário! Eu sei mas não vos digo! :p
